24 de março de 2007

Desbravadores do ABC!!!

Percorrer caminhos tortuosos, mostrar à população o “outro lado” do agito e do asfalto e conhecer de perto o dia-a-dia e os problemas de cada local não é tarefa fácil. Com muita boa vontade, um pouco de persistência e muita dedicação nós o fizemos, e hoje nos sentimos recompensados por isso.
Tudo teve início com uma idéia, daí para um hobby e para a ação de entrar num ônibus, pisar na estrada e prosseguir. Numa missão “cheia de percalços e situações embaraçosas”, nas palavras de um de nós, ou vivendo “situações periclitantes”, na palavra de outro, percorremos mais de 600 km na região do Grande ABC e em suas divisas, observando e documentando as passagens, sentindo na pele o porquê da palavra “Grande” preceder as iniciais de nossos municípios.
Hoje acabamos nossa primeira fase, felizes por termos chegado até aqui. Mais do que qualquer sentimento individual, sentimo-nos felizes por saber que estamos sendo reconhecidos e que nosso trabalho tem sido muito útil no dever de informar e até de emocionar pessoas. Houve dias em que nossa equipe recebeu “convidados”, continuaremos recebendo com todo o prazer, pois estas pessoas são a prova ocular de que estamos fazendo algo sério e inovador.
As amizades que fizemos foram muitas, dificuldades que enfrentamos também. Tudo isso serviu de tempero para que nós fizéssemos com amor nosso trabalho e ele se tornasse algo saboroso de ser feito e vivido. Serviu também de ingrediente para que tomássemos uma decisão fundamental: Sim, vamos continuar desbravando! O projeto não acaba por aqui. Muito obrigado a todos.


Ponto Final: A volta ao mundo em 9 horas!

Texto: Sandro Alves e Fábio Gomes
Fotos: Sandro Alves


Como todos sabem, esta é a última matéria da primeira fase do projeto “Desbrava- dores do ABC”, que visitou nestes últimos três meses alguns dos lugares mais longínquos do ABC e desconhecidos pela maioria da população. Depois de mais de 600km percorridos e quase cinco centenas de reais gastos, resolvemos fechar esta série no local onde tudo começou: o Bairro Taquacetuba, em São Bernardo do Campo, divisa com a Ilha do Bororé, na extrema Zona Sul de SP. Naquele lugar – a mais de 12 km da Balsa João Basso, em Riacho Grande – surgiram as primeiras idéias para a criação do projeto, que graças a Deus tem feito tanto sucesso.
A reportagem de hoje é aquilo que chamamos de volta ao mundo, pois cruzamos São Bernardo de ponta a ponta, atravessamos três balsas e saímos do sossego de nossos mananciais para chegar ao caos do Largo 13 de Maio, em Santo Amaro. Uma aventura sem precedentes que você acompanha a seguir.



O Bairro:


O Bairro Taquacetuba é, provavel- mente, um dos bairros mais afastado do centro de São Bernardo. Situado na chamada “Ilha dos Tatetos”, é um bairro verde, com muitas chácaras e raras residências, sendo essas situadas em pequenas vilas ao longo do percurso. Também é pequeno o número de pessoas nas ruas, uma vez que a maior movimentação ocorre aos fins de semana e feriados, quando muita gente vai ao local a procura de locais para pesca.
Dos 12 km da Balsa João Basso à Balsa de Taquacetuba, o que nos chamou atenção é que pouco mais da metade da estrada é de terra batida, no trecho que se estende da esquina com a Estrada Ernesto Zabeu, entrada do Bairro Tatetos, até a Balsa de Taquacetuba. Como já é típico da Estrada do Rio Acima, é fenomenal o número de curvas – inclusive algumas bem fechadas – que estão no trajeto. É importante dizer que este foi um dos mais fortes motivos para que nós voltássemos lá e escolhêssemos este itinerário como finalização de nossa primeira fase.

A região do Taquacetuba conta uma linha de ônibus gratuita, assim como todas as linhas que circulam na Ilha dos Tatetos e recebem a numeração 34B. A linha “Taquacetuba” propriamente dita vai de uma balsa a outra (João Basso/Taqua), possui intervalos médios de 30 a 60 minutos – dependendo do dia e horário – e é operada com veículos Caio Alpha 1996 MBB OF1620, modelo que não existe mais em circulação com pintura municipal em outras áreas de São Bernardo, apenas lá e no trecho Parque dos Químicos/Acampamento dos Engenheiros. Antigamente, antes da jurisdição SBCTrans, a atual linha 34, Balsa João Basso/Paço, se encarregava de atravessar a balsa e fazer a bifurcação pelos bairros, tornando a linha pelo menos 15km mais extensa do que é hoje, e por isso bem mais demorada. O fato de ter linhas gratuitas dá mobilidade à população da ilha, que conhece bem os carros, horários e motoristas. O que nos levou nessa viagem foi o motorista Jurandir.

Atravessando a Balsa de Taquacetuba acessamos a Ilha do Bororé, já em São Paulo. É um local muito parecido com a parte sambernar- dense, não fosse uma pequena diferença: a principal via do bairro (que se chama Estrada de Itaquaquecetuba) é totalmente asfaltada em seu trajeto, que liga a Balsa de Taquacetuba à Balsa do Bororé. A ilha também é muito tranqüila, com poucas casas e a maioria concentrada próximo às balsas e em vilas. Movimento mesmo só próximo ao posto de saúde, à escola e aos bares próximos a represa. Em extensão, a Ilha do Bororé é menor que a Ilha de Tatetos, porém é bem mais urbanizada que sua vizinha.
O bairro possui uma linha de ônibus (6L11) com intervalo médio de 30 minutos, que liga a Ilha ao Terminal Grajaú.



O Trajeto:



Nos encontramos esta semana na Vila Império, última vila do Bairro Rudge Ramos, em São Bernardo (quase na divisa com São Paulo, Vila Liviero). Embarcamos num coletivo da linha 30, que nos levou até a Balsa João Basso, passando pelo Rudge Ramos, Jd. Hollywood, Jd. do Mar, Centro, Ferrazópolis, Via Anchieta do Km.23 ao 29, Riacho Grande, Bairro dos Finco e Jardim Boa Vista. Chegando lá, atravessamos a Balsa João Basso e pegamos um ônibus da linha 34B até a Balsa de Taquacetuba, passando pela Chácara Santa Filomena, Capivary, Bairro Tatetos, Núcleo Santa Cruz e Taquacetuba. Acessamos o município de São Paulo ao atravessar a segunda balsa, pegando logo após um ônibus da linha 6L11, Ilha do Bororé/Terminal Grajaú. Nele, atravessamos a Balsa do Bororé e fomos até o terminal passando pelo Jardim Eliana, Pq. Residencial Cocaia e centro de Grajaú. Continuamos o caminho pegando um ônibus dentro do próprio terminal, linha 6970, que nos levou até o Terminal Santo Amaro, passando pela Cidade Dutra e Capela do Socorro. Saindo do Terminal Santo Amaro, passamos pelo Largo 13 de Maio e seguimos até a Rua Barão de Duprat, onde pegamos um ônibus intermunicipal da linha 112 até o Terminal Piraporinha, nosso destino final, passando por Santo Amaro e Pedreira, em São Paulo; Eldorado, Serraria, Jd. Promissão, Jd. Inamar e Piraporinha, em Diadema.

Referências:

Linhas 30 (Rudge Ramos/Balsa João Basso) e 34B (Circular Matão-Taquacetuba) SBCTrans

Linhas 6L11 (Ilha do Bororé/Term. Grajaú) e 6970 (Term. Grajaú/Term. Sto. Amaro) Viação Cidade Dutra

Linha 112 (Term. Piraporinha/Santo Amaro) Viação Imigrantes

Agradecimentos-Fábio:

A Deus pelo sucesso do Projeto, pois sem Ele nada jamais teria sido feito. Também a todos aqueles que conosco colaboraram e incentivaram-nos a prosseguir. Por fim, ao Grupo ABC Bus pela grande colaboração que nos propiciou, cedendo inclusive este espaço no blog. Foi por ele que os Desbravadores aprenderam a caminhar e ganharam a astúcia de trilhar os seus caminhos.

Agradecimentos especiais: A Sandro Alves, companheiro de trajetos e reportagens, que com sua calma, persistência e compreensão fez de nós mais dinâmicos e observadores; a Wilson Yamatumi, o Tio Wilson, convidado especial em algumas reportagens e um de nossos principais apoios; a Paula Harumi Kakazu, que mesmo não estando presente com comentários escritos sempre foi a primeira a perguntar sobre os trajetos e suas histórias. Também agradeço a todos os amigos que acompanharam nosso trabalho de perto e toda semana, mostrando grande interesse e comentando sempre, dentro do blog ou não.

Agradecimentos-Sandro:

A Deus, por tudo, ao ABC BUS por disponibilizar o espaço, aos amigos que me respeitaram e me apoiaram num momento difícil e a todas as pessoas que nos ajudaram, seja com comentários, bons ou ruins, ou de qualquer outra forma, pois foram o estímulo principal pra nossa afirmação!

Agradecimentos especiais: A Wilson Yamatumi, pelo apoio incondicional, a minha esposa Fabiana Gracias, pelo amor, carinho, dedicação e paciência em todos os momentos e ao Fabio Gomes pelas dicas e conselhos, e principalmente, por “tirar leite das pedras” que lhe dei...

Os Desbravadores se despedem com a certeza do dever cumprido, mostrando que nossa região é mais rica e bela do que imaginamos e que não é preciso fazer muito para conhecer e amar nossa região e população.
Para finalizar, repetimos aquela que sempre será nossa recomendação: Faça como o Grupo ABC BUS e os Desbravadores do ABC: CONHEÇA A SUA CIDADE!!! E acompanhe nossa caminhada, pois nós continuaremos desbravando...

Dúvidas, reclamações ou sugestões de pauta? desbravadores.abc@terra.com.br


8 comentários:

Sergio Filho disse...

Parabéns aos desbravadores pela excelente matéria! Tenho certeza que vocês ainda serão reconhecidos pelo trabalho ímpar que realizam em nossa região! Continuemem frente, vocês tem muito o que mostrar a nós! Esperarei o retorno de vocês, que espero que seja em breve!

Sucesso a todos!

Tio Wilson disse...

Parabéns a equipe dos "Desbravadores do ABC" pelo excelente trabalho nesta primeira fase! Parabéns pelo empenho e garra empregados nos roteiros, porque pra quem acha que tudo são flores, seja a chuva, lama, trechos acidentados, pelas condições dos locais ou ainda pela demora do transporte para se chegar! Que nesta segunda fase, a busca pelo conhecimento de novos lugares aconteça, da melhor forma possível! Cordial abraço!

Fabi disse...

Parabens pela materia e continuem com esse trabalho.

Anônimo disse...

O que te levou a fazer esse trabalho? achei interessante...
você sempre pensou em fazer esse tipo de trabalho, quem sabe, virar até uma profissão?

Anônimo disse...

Parabéns!
Muito boa essa matéria!
Já conhecia um pouco o lado Busólogo do Sandro Alves,por acompanhar sempre os posts do seu Fotolog.
Agora os desbravadores do ABC consegurim mostrar também um lado jornalistico, o que deixou o trabalho perfeito!
Abraços!

Anônimo disse...

parabéns adorei mto essa materia
prendeu a minha atenção continua com essa ação maravilhosa e logo logo o trabalho de vcs seram reconhecidos bjos

ZITO disse...

Olá! pessoal, fiquei muito contente de ver a matéria de voces,Vivi até os 30 anos perto do autodromo de interlagos. Hoje moro em Diadema á 27 anos. Ao pesquisar a linha 112 da piraporinha,vi o trabalho de voces. Fiz uma pequena viagem no tempo, á uns 35 anos atrás eu ia com o meu sogro,(O seu ZÈ,infelismente já falecido) pescar na 1ª ou 2ª balsa no bororé passando por Grajaú como voces citaram na reportagem. Era uma época boa sem tanta violência como agóra. Parabens pelo belo trabalho e obrigado pela "saudade gostosa" que voces me poporcionaran. Valeu...

Rodrigo Leste 4 disse...

Faltou dizer que esse Alphas que fazem a linha 34B, são OF1620 argentino. É só reparar na plaqueta de identificação que fica no lado esquerdo do veiculo, junto a capela do letreiro (no interior do veiculo é claro), onde vocês verão a inscrição MERCEDES BENZ ARGENTINA S/A.